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| A FATOR |
17/12/2009 - 08:48Exemplares da mata atlântica com pedigreeTrabalho realizado em viveiro florestal no interior do Rio de Janeiro visa a produzir mudas de espécies da Mata Atlântica com garantia de variabilidade genética e, consequentemente, melhor qualidade. Demanda de mudas para projetos de reflorestamento com espécies nativas é cada vez maior no Brasil, sendo que não há mudas suficientes para o plantio de árvores projetado para os próximos anos. Fazenda Plathymenia, em Silva jardim, é o maior berçário de espécies da Mata Atlântica do Estado do Rio. Um trabalho da maior importância para que se conheçam melhor as espécies da Mata Atlântica e se obtenham melhores resultados na produção de mudas deste bioma está sendo realizado na Fazenda Plathymenia, em Silva Jardim, interior do Rio de Janeiro. Coordenado pela bióloga Juliana Freire, em parceria com um engenheiro florestal, o trabalho de marcação de matrizes consiste, em um primeiro momento, na catalogação científica de cerca de 250 espécies nativas, arbóreas e arbustivas existentes na fazenda, pertencente à empresa de reflorestamento Biovert. - Com o intuito de garantir uma produção de mudas dentro de requisitos qualitativos e quantitativos cada vez melhores, estamos realizando um trabalho, na área da Fazenda Plathymenia, onde se localiza o viveiro de produção de mudas, de identificação com fotografia; georeferenciamento; e colheita de material para identificação botânica para formação de exsicata para deposição em herbário. Já temos mais de 100 espécies catalogadas e esperamos chegar a pelo menos 250 espécies e 10 mil exemplares identificados – diz o engenheiro florestal Marcelo de Carvalho, diretor de Biovert e criador do viveiro, com capacidade de produção de até três milhões de mudas por ano. Segundo o especialista, o objetivo principal do trabalho é garantir uma produção de mudas com a melhor qualidade possível, o que envolve o mapeamento do DNA de cada exemplar catalogado. Marcelo de Carvalho explica que a meta é ter em torno de 40 exemplares de cada espécie para se ter uma garantia de variabilidade genética que permita evitar "casamentos de exemplares da mesma espécie com grau de parentesco próximo". - É como se fizéssemos o "pedigree" das plantas e, com base nas análises genéticas, selecionássemos aqueles exemplares mais indicados para gerar as mudas mais "saudáveis" - conclui o engenheiro florestal. Sobre a Biovert - Empresa de engenharia e tecnologia florestal, a Biovert (www.biovert.com.br) foi criada em 1992, tendo como base a experiência adquirida por seus técnicos na produção de mudas e em reflorestamento com espécies nativas e exóticas. A partir de 1995, passou a integrar a Rede Regional de Banco de Sementes, sendo a primeira empresa privada a participar do Programa Nacional de Produção de Sementes Florestais Nativas, implantado pelo Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal. Para tanto, a Biovert conta com instalações apropriadas e equipe treinada em colheita e manejo de sementes florestais. Ainda em 1995, a empresa elaborou e implantou um projeto inédito de recomposição de áreas degradadas aprovado pelo IBAMA e desenvolvido na Reserva Biológica de Poço das Antas (Silva Jardim – RJ), área conhecida pela presença do mico-leão-dourado, antes ameaçado de extinção. Além do Rebio de Poço das Antas (1.000.000 m2), também se destacam na relação de projetos e ações realizados pela empresa no Estado do Rio de Janeiro: recuperação e enriquecimento das áreas de encosta do Projac (1.000.000 m2); manejo da vegetação típica de restinga realizada nos empreendimentos Mundo Novo e Americas Park, onde foram transplantadas mais de 500.000 exemplares de diversas espécies para áreas localizadas principalmente na APA de Marapendi; recuperação de uma área de 800.000 m2 na Zona Oeste do Rio de Janeiro, com serviços de recuperação de áreas de restinga e implantação de parte do corredor de vegetação concebido pela Prefeitura do Rio para ligação do Maciço da Tijuca e o Maciço da Pedra Branca; implantação do Bosque do PAN; implantação da Espiral da Arborização, projeto idealizado pela Fundação Parques e Jardins (plantios no entorno de diversas escolas da Zona Norte do Rio de Janeiro); recuperação do Morro do Pica-Pau, localizado no Itanhangá, Barra da Tijuca; recuperação da área de saibreira da Imbuca; implantação de projetos de revegetação para a CSA junto ao canal do Guandu, ao canal de São Francisco e à área no entorno do manguezal; recuperação das dunas de Ipanema e Leblon; recuperação de matas ciliares para o terminal de Cabiúnas, da Petrobrás; e o plantio de mais de 50.000 árvores destinadas à arborização urbana. Enviar Imprimir
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